Por que Aristóteles
divergiu de Platão? O que levou Jung a separar-se de
Freud? Por que ocorrem tantos cismas nas religiões
e "rachas" nos partidos políticos? O que faz um
indivíduo participar de algum movimento místico-religioso
ou científico-filosófico? Por que nos afinizamos
com o sistema de conhecimentos e vivências de um grupo
específico? Quais os reais motivos que levam à
afiliação - e posterior abandono - a
diversas ideologias no transcurso da nossa existência?
Após uma série de experiências
com instituições e grupos organizados, senti-me
impelido a pesquisar detalhadamente a problemática dissidente.
Assim, redigi o livro DISSIDÊNCIA
- Sobre o processo de ruptura nos grupos humanos,
o qual gira em torno de questionamentos pertinentes aos interessados
na compreensão da interdependência consciencial.
O enfoque básico é a análise
da dissidência vista como uma alteração
do padrão intraconsciencial, onde o indivíduo
reperspectiva seus princípios pessoais e prioridades
e que pode ser - em relação ao grupo no qual
o mesmo atuava e no momento em que a dissidência acontece
- a maior (maxidissidência), paralela (dissidência
linear) ou a menor (minidissidência).
TÓPICOS:
PARTE I - ORIGENS
1.1 Definição de dissidência
1.2 Tipos de dissidência: natural (biossocial),
histórica e ideológica
1.3 Enfoque consciencial
PARTE II - MECANISMOS
2.1 Grupalidade
I. Indivíduo e grupo: lados de uma só
moeda?
II. Até que ponto um grupo é eficaz
para o autoconhecimento?
III. A questão da liderança
2.2 Paralelo entre os períodos de uma existência
individual e grupal
2.3 Agravantes contributivos para a dissidência
PARTE III IMPLICAÇÕES
3.1 Dissidência: aspectos qualitativos
I. Minidissidência
II. Dissidência linear
III. Maxidissidência
3.2 Princípios Pessoais Emancipadores
3.3 Gregarismo ideológico-institucional
supervalorizado:
fase do auto e heteroconhecimento
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