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Viagens de um Pé-Vermelho
Que bom que o Luiz usou sua liberdade para pensar, viajou
e escreveu este livro. Assim nos ajuda a entender o mundo
contemporâneo. E nos mostra o caminho para um outro
estágio de liberdade, que ele mesmo está buscando,
aquela que é fornecida pela expansão espiritual
e que ameniza nossa alienação cotidiana.
Chico Amaro, jornalista e editor
Não é fácil falar sobre
amor, verdade, conhecimento, razão ou liberdade nesta
era dita pós-moderna, onde existe uma saturação
de idéias sem criatividade. Contudo, Dzis propõe
algumas viagens que visam extrapolar qualquer barreira
dogmática, conduzindo o leitor a uma visão mais
realista da existência humana, ambígua por natureza.
Francisco de Biaso, escritor e pediatra
Alguns trechos do livro:
HUMANOS - ... para a filosofia,
o homem é uma pergunta; para a teologia, uma afirmação; para
a arte, uma obra; para a ciência, uma descrição. Afinal, o
que significa ser humano? Divino, demasiadamente animal
ou animal, demasiadamente divino? Espero não ter revirado
Nietzsche em sua tumba. Creio que não, ele deve estar em algum
ponto distante na trajetória do seu eterno retorno ...
LÓGICA - ... o Iluminismo quis trazer
a luz pelo caminho da lógica, pretendendo eliminar a angústia
do homem e resolver seus problemas sócio-econômicos, mas não
foi bem isso o que aconteceu, haja vista a caótica situação
mundial em vários setores. Por aí vemos a necessidade da visão
dialética das coisas, considerando seus aspectos racionais
quanto os nem tanto. Sentimento, intuição, valores e vontade
são elementos transracionais inerentes ao ser humano,
não havendo como abafá-los sem que se pague o preço da exacerbação
de sua náusea existencial.
Um dos objetivos da lógica é dessacralizar
as coisas, mas ao banir o sagrado de nossas vidas estaremos
fechando a porta para Aquilo que nos transcende.
FINS - ... isso revela a insegurança
humana: preferimos nos enclausurar em nossas explicações do
que conviver com o desconhecido, com o indeterminado. Pobre
homem! Não vê que o milagre maior é justamente aquilo que
ainda não se sabe, porque, se o soubésse de antemão, onde
estaria a graça, a maravilha de descortinar o possível?
Seguindo uma nova tendência de comercialização,
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